sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Saudade estranha

Diego Peres Ávila

            Saudade. É o que sinto quando olho para qualquer direção. Para baixo, ruas irregulares. Odeio! Para direita ou esquerda, casas quase idênticas, o que muda são as cores. Amarelo, vermelho, azul, amarelo, azul, vermelho... Buffff! Nada original.
            Tenho saudade dos prédios cinzentos, das buzinas tranquilizantes, rua lisa, do céu sem cor... Ahhh! Muito mais confortável do que passar por essa rua molhada, quase alagada. Um passo... Splash! Voa água para todo lado.
            E as pessoas?! Roupas diferentes, não que nem as de casa.
            Uma pessoa sem camisa, outra com roupa de mais. Gente estranha, não acha? Tentei perguntar alguma coisa, não entendi nada. Ficam falando um mix de português com inglês.

            Quero voltar para casa. Esse lugar não tem semelhança alguma com minha casa. Cidade desgraçada, mas um paraíso perfeito.

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