sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Reencontro

Ana Luisa Infante Malachias

            Pessoas corriam pelo porto. Marinheiros ordenavam, escravos obedeciam. Sempre apressados. Nunca com tempo a perder.
            Escravos punham a carga na embarcação, sem se dar conta de alguém pequenino como eu. Quando me dei conta havia sido empurrado para dentro da embarcação. Levantem a rampa! Suas ordens foram rapidamente obedecidas.
            Minha mãe gritava desesperada por ajuda, mas todos a notavam tanto quanto a um inseto.
            A embarcação criava vida e Paraty se afastava. Numa última e desesperada tentativa, me joguei ao mar. Enquanto a imensidão do mar me abraçava, tive um último pensamento feliz: eu iria ver a minha mãe do outro lado.


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