Ana Luisa Infante Malachias
Pessoas
corriam pelo porto. Marinheiros ordenavam, escravos obedeciam. Sempre
apressados. Nunca com tempo a perder.
Escravos
punham a carga na embarcação, sem se dar conta de alguém pequenino como eu.
Quando me dei conta havia sido empurrado para dentro da embarcação. Levantem a
rampa! Suas ordens foram rapidamente obedecidas.
Minha mãe
gritava desesperada por ajuda, mas todos a notavam tanto quanto a um inseto.
A embarcação
criava vida e Paraty se afastava. Numa última e desesperada tentativa, me
joguei ao mar. Enquanto a imensidão do mar me abraçava, tive um último pensamento feliz: eu iria ver a minha mãe do outro
lado.
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