Martim Kessler
Sou Felipe. 74 anos.
Moro em Paraty. Cidade bonita, antiga. Mas também com muita miséria.
Escravos trabalhando
seminus, desnutridos, enquanto os seus senhores olham com desdém, quase rindo.
Sou um padeiro,
trabalho perto da igreja Santa Rita. Um dia, resolvi andar pela cidade,pelo
chão pé-de-moleque, quando me deparei com uma criança. Era negra,desnutrida,com
os osso quase saindo pela pele.Fiquei com pena.Levei-a para minha
casa,tratei-a,dei comida,banho e perguntei-lhe o nome: João.
Decidi ficar com João.Senti um certo afeto por ele.Tratei como meu filho e prometi a ele que quando tivesse idade iria treiná-lo para ser o próximo padeiro.
Decidi ficar com João.Senti um certo afeto por ele.Tratei como meu filho e prometi a ele que quando tivesse idade iria treiná-lo para ser o próximo padeiro.
Até que um dia,quando
ele tinha 8 anos,bateram na minha porta.Fui atender.Era um senhor,parecia rico,se
chamava Leonardo e procurava por João, escravo criança.Fiquei aflito,não
demonstrei.Amava demais João para deixá-lo com um estranho.Falei que não vi.Ele
foi embora.
Criei João
escondido,até crescer.Ensinei-lhe a ser um padeiro e logo depois me retirei.

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