Vitória
Vicentini
Olhava atentamente o chão
pé-de-moleque, molhado da última maré. Quantos escravos!
Parei na frente da Igreja Santa
Rita, onde eu ia todos os dias depois da morte dele. Quantas Igrejas tinham lá,
mas nem uma como essa.
Meu casamento, batizado, meu e da
minha filha. Que amor de menina.
O sino toca as doze badaladas.
Almoço. No almoço na frente da Igreja, conheci meu amor e soube que ia ser para
sempre.
Voltei para casa comum sorriso no rosto
e olhos azuis como o mar.

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