sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Igreja do meu passado

Vitória Vicentini

            Olhava atentamente o chão pé-de-moleque, molhado da última maré. Quantos escravos!
            Parei na frente da Igreja Santa Rita, onde eu ia todos os dias depois da morte dele. Quantas Igrejas tinham lá, mas nem uma como essa.
            Meu casamento, batizado, meu e da minha filha. Que amor de menina.
            O sino toca as doze badaladas. Almoço. No almoço na frente da Igreja, conheci meu amor e soube que ia ser para sempre.
            Voltei para casa comum sorriso no rosto e olhos azuis como o mar.

            Não poderia pedir mais nada. Ah... Meu paraíso.

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