sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Anjo de Paraty

Tito Pedro Mascellani
Eu. Sozinho na minha solidão. Lembro os momentos, quando ainda não era morador de rua. Começo a pensar nas viagens que fazia. Lembro-me de quando fui a Paraty. Cidadezinha linda, ou devo dizer: maravilhosa?
           Começo a lembrar também do centro da cidade. Ruas côncavas. As ruas pareciam pé-de-moleque, por causa das pedras, que antigamente,foram postas pelos escravos...
           Meu pensamento da viagem foi cortado! Começo a refletir que, agora, sou um escravo da cidade grande.Carregando minha “carroça”, o dia inteiro. Cansado! Para depois ganhar apenas uns trocados.
            Abro o olho. Vejo um ônibus em minha direção. Pronto. Acabou. Agora de escravo, passei a ser anjo.

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