Arthur Weiss
Dong...Dong...Dong...As
badaladas do sino da Igreja da Nossa Senhora dos Remédios anunciavam a chegada
da temporada de prosperidade. Logo corria, a Sinhá para as treliças. O amor
pelo negrume cansado devido ao exaustivo Caminho do Ouro desabrocha. Mas um, na
multidão, se destaca. Cheio de feridas sangrando, foram apenas dez chicotadas.
A Sinhá se apaixona. Logo vai atrás
de um sonho. A felicidade. Muito velha para amar, com seus 20 anos, faz tudo
escondido. Quando se conhecem, o negro ferido retribui com um amor clandestino.
Chega
o dia da realização. Juntos, prestes a fugir em direção ao infinito das águas,
conseguem uma embarcação. Mas o Senhor com influência descobre a desvirtude de
sua cria. Com dois tiros em cada um, tudo termina.
O
casal num pensamento conjunto Pá! O maravilhoso dia em que nos conhecemos. Pá!
No dia da chegada, como as costas negras sangravam. Pá! Os beijos nos encontros
escondidos. Pá! Um amor clandestino. Agora um amor infinito.

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