Mariana
Carneiro Rabadan
É, o médico disse que não tem jeito,
vou morrer...
Devia sair com os amigos, me divertir!
Resolvo ficar sozinha. Quero andar de barco.
Pedi que o barqueiro me levasse a
Paraty, nunca fui... A maré me acalma, o barulho do mar, do vento. Penso na
vida, que vou ter que deixar. Serei esquecida por todos?
De repente, vejo uma paisagem, estaria
sonhando? Uma cidade surgiu no meio do nada, uma cidade MARAVILHOSA, ar colonial, casas com janelas grandes, e de cores e
tamanhos diferentes. Vejo uma igreja, totalmente diferente de qualquer uma que
já tenha visto.
Aqui me sinto... viva! Então como num
sonho começo a cair, uma dor me contamina, minhas pálpebras ficam pesadas, sei o que vai
acontecer e estou preparada.

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