sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A beleza da insignificância

Manuela Camargo de Menezes

Aqui é tudo tão bonito. Tão antigo e usado. A velhice desta cidade é justamente sua maior beleza... Eu não consigo imaginar pessoas morando aqui. Como conseguiriam eles morar numa cidade tão bonita e estruturada como esta? De que eles reclamariam? Quais seriam as causas das manifestações? Não haveria. Não há porquês. Reclamar desta cidade seria muita ingratidão.
Como eu queria morar aqui, longe de tudo e de todos. Longe dos problemas e dificuldades de uma cidade grande. Olhe essas casas! Tão bonitas em sua própria solidão. Cidade colorida, amarelo, verde, azul, vermelho... São tantas cores para alguém que vive em uma cidade cinza como São Paulo... Gostaria de ficar a vida toda aqui... Mas não posso. Nossa viagem já está acabando e cada dia percebo o quanto sentirei falta dessa paz, dessa serenidade...

Chegando em São Paulo contarei, contarei a todos. Contarei a maravilha que é Paraty, contarei as belezas dessa cidade esquecida e abandonada. 


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