sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O vento sul pertence aos céus

Julia Harano Alves

Um trabalhador de escritório, em frente à avenida principal vê o simples bem-te-vi. Nostalgia sempre faz o estômago revirar. Cara, você está ficando velho! Cadê a magnífica que você prometeu? Isso o faz lembrar-se do encontro.
Naquele paraíso. A Veneza brasileira. Ruas cheias d’água. Ah! As garoas. A garota branca. Real? Sim, tenho certeza! Ficou bravo. Ele era a pessoa mais pé no chão que conhecia! Outro bem-te-vi, idêntico, sentou na pitangueira. No meio da água...Naquelas ruas pé de moleque...Nas janelas coloniais...No meio da água...Conheceu a mulher. Encantou-se. Admirou. Estranho lugar em frente para a Nossa Senhora dos Remédios, toda abandonada! Vamos nos ver de novo? Marcaram. No próximo, ela sumiu,desapareceu. Aí veio a loucura! Depressão! Carência! Tirou os pés das casas maçônicas e flutuou. A garota Sul ficara invisível.

No último respiro da esperança, perguntou ao barman, que conhecia a todos... Está ficando lelé. Nunca nesses 60 anos, nunca conheci ninguém chamada Sul!

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