Julia
Harano Alves
Um trabalhador de escritório, em frente à avenida
principal vê o simples bem-te-vi. Nostalgia sempre faz o estômago revirar.
Cara, você está ficando velho! Cadê a magnífica que você prometeu? Isso o faz lembrar-se
do encontro.
Naquele paraíso. A Veneza brasileira. Ruas cheias d’água.
Ah! As garoas. A garota branca. Real? Sim, tenho certeza! Ficou bravo. Ele era
a pessoa mais pé no chão que conhecia! Outro bem-te-vi, idêntico, sentou na
pitangueira. No meio da água...Naquelas ruas pé de moleque...Nas janelas
coloniais...No meio da água...Conheceu a mulher. Encantou-se. Admirou. Estranho
lugar em frente para a Nossa Senhora dos Remédios, toda abandonada! Vamos nos
ver de novo? Marcaram. No próximo, ela sumiu,desapareceu. Aí veio a loucura!
Depressão! Carência! Tirou os pés das casas maçônicas e flutuou. A garota Sul
ficara invisível.

Nenhum comentário:
Postar um comentário