Zack Dubinskas Marques Severino
Meu
nome é Marilson. Minha mãe escolheu este nome em homenagem às belas praias de
Paraty. Tenho 70 anos de idade, anos bem vividos. Presenciei e senti muitas
coisas.
Estava
frio num dia nublado, sentia dores em meus pés descalços e um aperto em meu
peito. Era em dias assim que meus pensamentos voltavam-se para meus últimos
dias: espinho da vida.
Andava
pelas ruas de Paraty, vendoas casas históricas para mim e para a cidade, andava
cauteloso, relembrando de muitos momentos felizes. Quando passei em frente à
Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, lembrei-me do meu casamento, lindo! Cheio
de flores, decorações e manuê de bacia, doce típico de Paraty. Segui adiante em
meu caminho de volta para a casa. Cumprimentei D. Glória, mulher decente, boa
índole. Cuidou de mim quando criança.
Um
pouco mais à frente cumprimentei Noca e seu irmão Pedro. Enquanto caminhava
pelas majestosas ruas floridas de Paraty, dei-me conta que agora sentia uma
imensa dor em meu pé, a dor havia aumentado. Quando cheguei a minha casa, abri
a porta com angústia, esperando a morte. Sentei-me em meu sofá, aliviado. Olhei
meus pés e de súbito reparei que havia um objeto em meu pé direito. Era um
espinho. Este que me causava tamanha dor. Tirei-o e senti-me relaxado para mais
um dos meus poucos dias de vida.

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