sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Espinho, um parágrafo em minha vida

Zack Dubinskas Marques Severino       
            Meu nome é Marilson. Minha mãe escolheu este nome em homenagem às belas praias de Paraty. Tenho 70 anos de idade, anos bem vividos. Presenciei e senti muitas coisas.
            Estava frio num dia nublado, sentia dores em meus pés descalços e um aperto em meu peito. Era em dias assim que meus pensamentos voltavam-se para meus últimos dias: espinho da vida.
            Andava pelas ruas de Paraty, vendoas casas históricas para mim e para a cidade, andava cauteloso, relembrando de muitos momentos felizes. Quando passei em frente à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, lembrei-me do meu casamento, lindo! Cheio de flores, decorações e manuê de bacia, doce típico de Paraty. Segui adiante em meu caminho de volta para a casa. Cumprimentei D. Glória, mulher decente, boa índole. Cuidou de mim quando criança.

            Um pouco mais à frente cumprimentei Noca e seu irmão Pedro. Enquanto caminhava pelas majestosas ruas floridas de Paraty, dei-me conta que agora sentia uma imensa dor em meu pé, a dor havia aumentado. Quando cheguei a minha casa, abri a porta com angústia, esperando a morte. Sentei-me em meu sofá, aliviado. Olhei meus pés e de súbito reparei que havia um objeto em meu pé direito. Era um espinho. Este que me causava tamanha dor. Tirei-o e senti-me relaxado para mais um dos meus poucos dias de vida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário