sexta-feira, 29 de novembro de 2013

AMNÉSIA

Tomas Rodrigues Álvares de Almeida Amaral


Na praia, sinto a ressaca da noite passada, no bar do alemão. Sinto a luz do sol em meu rosto deste paraíso que é Paraty... Em volta sinto tudo girar, efeito da bebida. Sigo a estrada em direção a cidade adormecida, observo o despertar da cidade. Reparo que quem observa a rua olha em meu rosto com desgosto, aflição. Reparo em uma poça d’água que realmente meu rosto não agrada. Penso em me lavar em uma dessas praias de águas claras, com leves ondas. Ao chegar à praia entro na água com a maior inocência, sinto a tontura anterior combinar-se com as ondas, e me derrubar, acabando com meu equilíbrio, minha dignidade e minha vida...

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