Tomas Rodrigues Álvares de Almeida Amaral
Na praia, sinto a ressaca da noite passada, no
bar do alemão. Sinto a luz do sol em meu rosto deste paraíso que é Paraty... Em
volta sinto tudo girar, efeito da bebida. Sigo a estrada em direção a cidade
adormecida, observo o despertar da cidade. Reparo que quem observa a rua olha
em meu rosto com desgosto, aflição. Reparo em uma poça d’água que realmente meu
rosto não agrada. Penso em me lavar em uma dessas praias de águas claras, com
leves ondas. Ao chegar à praia entro na água com a maior inocência, sinto a
tontura anterior combinar-se com as ondas, e me derrubar, acabando com meu
equilíbrio, minha dignidade e minha vida...
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